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Não é só a compra de materiais de construção que impacta no orçamento das empresas e da maioria das famílias brasileiras que estão reformando ou construindo. Os gastos com uma obra vão desde o projeto e planejamento, até a organização e limpeza no pós-obra. “Geralmente o desperdício e outros gastos acontecem pelos maus hábitos da própria mão de obra”, explica a gerente de operações do Instituto da Construção, Luciana Lombardi. “Para se ter uma ideia do tamanho do problema, a cada três casas construídas, o volume de entulho produzido seria o suficiente para construir mais um imóvel”, revela.

Pensando nisso, Luciana listou quatro dicas que podem ajudar na economia, agilidade e eficiência do projeto de uma obra. Confira:

1. Planejar o orçamento

Muitas pessoas possuem um valor pré-determinado para os gastos na obra, mas a recomendação é que se guarde uma quantia extra para o caso de imprevistos. Outra dica é calcular a quantidade exata de materiais que serão utilizados para que se evite desperdícios, para isso vale consultar um profissional. Uma vez feita a organização, o proprietário deve consultar o maior número de lojas possíveis para obter o orçamento mais barato, lembrando que se todo o material for comprado em uma loja só, ele provavelmente sairá mais em conta. Vale lembrar também que a pesquisa deve ser feita baseada em marcas de qualidade, pois dependendo do produto ele pode ser menos resistente e em pouco tempo irá demandar uma nova reforma.

2. Organizando a reforma

Para que o proprietário não se atrapalhe, é importante seguir um roteiro ou cronograma que indique prazos e organize da melhor forma a quantidade de material para cada tarefa. O ideal é realizar o procedimento junto com o profissional que fará a obra, isso pode ser facilmente organizado com uma planilha, que irá determinar a ordem dos serviços, custo e duração de cada etapa.

3. Mão de obra qualificada

Segundo o Instituto da Construção, ao contratar mão de obra especializada, é possível obter uma economia de até 30%, principalmente por conta de uma significativa redução de gastos com materiais de construção, como areia, argamassa, cimento e tijolo. Afora isso, o contratante deve se identificar com o profissional. Um deve entender as ideias e procedimentos do outro para que se atinja o resultado esperado, unindo as preferências do proprietário aos critérios técnicos do profissional.

4. Desperdício de material

Uma dica é ir comprando o material de acordo com a conclusão de cada fase da reforma. Por exemplo, compre primeiramente os materiais para realizar o forro do chão e, assim que concluir essa fase, adquira o material de acabamento do piso. Isso evita o risco de acúmulo de material desnecessário ou até que passem do prazo de validade por ficarem muito tempo em desuso.

É importante também seguir as orientações do profissional que está comandando a reforma, ele deve contar com experiência suficiente para calcular possíveis desperdícios e encaixá-los dentro do orçamento com melhor relação entre qualidade e preço.

Atenção também para o lugar que os materiais ficam armazenados. Deve ser um ambiente ventilado e protegido de umidade para que nenhuma peça estrague e haja mais gastos com reposição.

É fundamental que o proprietário acompanhe de perto todo o andamento da obra para garantir que não ocorram imprevistos desagradáveis. Afinal, quem irá desfrutar de todo o projeto é o contratante, portanto a opinião do mesmo é sempre essencial no decorrer da reforma.

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