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Considerado o cartão de visitas da casa, o living, que tem como principal utilidade ser o ambiente em que se recepcionam as visitas, pode ganhar uma nova roupagem. São muitas as opções: desde um móvel novo, até mudanças na estrutura dos ambientes. O interessante é torná-lo aconchegante e receptivo, ideal para receber e reunir a família e os amigos.

O living tem que ter personalidade, afinal de contas ele é o local onde se reúnem as visitas, por isso deve ser a impressão digital da família que reside naquele espaço. O mais interessante é deixá-lo aconchegante, uma boa maneira é utilizar móveis em madeira. Mas cuidado: muitos objetos assim podem deixar o ambiente carregado. “O ideal é equilibrar materiais pesados com neutros, como vidro, peças com cores claras e espelhos”, indica a arquiteta Vanessa Trad (www.vanessatrad.com.br).

Living - Divulgação Vanessa TradNeste ambiente texturas e estampas foram mescladas para criar efeitos visuais

Para aqueles que possuem um cantinho pequeno, nada de se preocupar, alguns truques podem ser utilizados para dar a impressão de um ambiente mais amplo. Além da técnica bastante utilizada dos espelhos, decorar o ambiente com tons neutros seja nos móveis ou no papel de parede – que se colocado na maior parede da sala cria uma sensação de profundidade -, ajudam a dar a impressão de que o ambiente é maior.

Uma boa iluminação faz toda a diferença, além de dar a impressão visual que aumenta o espaço, as luzes são um truque bem interessante para modificar todo o visual do cartão de visitas da sua casa. “Se a sala for projetada apenas para receber, é interessante que haja uma iluminação direta com focos de luz para quadros e decorações importantes”, alerta. Para aqueles que utilizam o espaço para acomodar a televisão ou até mesmo um espaço de home theater, a arquiteta indica uma iluminação indireta para o conforto de quem estiver assistindo TV e uma direta para quando se está recepcionando.

Existem aqueles que gostam de arriscar nas cores, mas o bom gosto tem que imperar nessa hora. Deve-se ter cuidado com as misturas e a quantidade de cores utilizadas no ambiente, pois são fundamentais para um bom resultado, “Indico que escolham três cores que serão predominantes no ambiente, duas que serão as secundárias e virão apenas em detalhes. Dessa forma, o ambiente terá cerca de cinco tonalidades diferentes e fortes, porém devem ser balanceadas para não ficar cansativo aos olhos. Os mobiliários e peças grandes podem ficar nos tons neutros e as cores fortes em peças menores como mesas laterais, vasos e decoração em geral.”, explica Vanessa.

Outro fator muito questionado é a integração de ambientes como o living, a sala de jantar e a cozinha. Alguns cuidados devem ser tomados nesses casos, isso porque ficará possível visualizar a cozinha quando se está em qualquer um desses cômodos integrados. Por isso ficará sempre de bom gosto manter a cozinha organizada. Sendo assim, Vanessa aconselha que projetos como esse são apenas para locais com poucos moradores. “Esse tipo de projeto é mais interessante para famílias que não usam muito a cozinha, geralmente sem filhos”, adverte.

Morando sozinho ou com muitas pessoas, recebendo ou não muitos amigos, o living merece um cuidado todo especial, seja trocando os móveis, com uma coloração diferente no ambiente ou em uma grande reforma, modificando a estrutura do local. “Vale absolutamente tudo, não há nada que não podemos fazer, as coisas apenas devem ser bem pensadas e colocadas no lugar certo. Personalidade acima de tudo”, finaliza a arquiteta.

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